Arrecadação federal atinge R$ 164 bilhões no melhor mês de março em 28 anos

Por Redação em 28/04/2022 às 10:48:32

A arrecadação de impostos, contribuições e demais receitas federais atingiu R$ 164,1 bilhões em março, informou a Secretaria da Receita Federal nesta quinta-feira (28).

Na comparação com o mesmo mês do ano passado, quando a arrecadação foi de R$ 153,5 bilhões (valor já corrigido pela inflação), houve aumento real de 6,92%.

A arrecadação de março de 2022 também é recorde para o mês desde 1995, quando teve início a série histórica da Receita Federal. Com isso, atingiu o maior valor para o período em 28 anos.

Destaques de março

De acordo com a Receita Federal, o aumento da arrecadação, em janeiro deste ano, está relacionado, entre outros fatores, com pagamentos atípicos de IRPJ e CSLL, de R$ 3 bilhões. Segundo o órgão, o pagamento foi feito por empresas ligadas ao setor de 'commodities" (produtos básicos com cotação internacional, como alimentos e petróleo).

Além disso, também houve aumento real de 18% na arrecadação do Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF), principalmente pela receita decorrente da tributação de participação nos lucros e resultados.

A receita previdenciária também impulsionou a arrecadação em março, ao subir 4% em termos reais. "Esse resultado pode ser explicado pelo aumento da massa salarial por meio da criação de novos postos de trabalho e pelo aumento real de 27% na arrecadação do Simples Nacional", acrescentou.

Acumulado do ano

No acumulado do primeiro trimestre deste ano, ainda segundo dados oficiais, a arrecadação federal somou R$ 548,1 bilhões.

Em valores corrigidos pela inflação, totalizou R$ 556,7 bilhões (novo recorde), o que representa alta real de 11% na comparação com o mesmo período do ano passado (R$ 501,2 bilhões).

Os números da Receita Federal mostram que essa também foi a maior arrecadação, para o período de janeiro a março de um ano, desde o início da série histórica, em 1995.

Meta fiscal

O bom desempenho da arrecadação ajuda o governo a atingir a sua meta fiscal para o ano, que é de déficit de até R$ 170,5 bilhões.

O déficit primário indica quanto o governo deve gastar acima da arrecadação do ano, sem contar as despesas com a dívida pública.

Entretanto, a última estimativa do Ministério da Economia, divulgada em março, é de que o déficit primário será bem menor: de R$ 66,9 bilhões em 2022.

Se confirmado o déficit, 2022 será o nono ano consecutivo com rombo nas contas do governo, que vêm registrando resultados negativos.

Em 2021, o resultado negativo foi de R$ 35,073 bilhões.




Fonte: G1

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