Justiça decide manter preso jovem que matou namorada e escondeu o corpo, no DF

Por Redação em 07/12/2021 às 02:35:41

Leandro de Araujo Marques confessou crime e foi preso em flagrante por feminicídio e ocultação de cadáver na sexta-feira (3). Prisão foi convertida em preventiva – sem prazo determinado; vítima tinha 20 anos. Corpo de Giovanna Laura Santos Peters foi encontrado nesta sexta-feira (3), em Taguatinga

Reprodução

A Justiça do Distrito Federal converteu em prisão preventiva – sem prazo determinado – o flagrante contra Leandro de Araújo Marques. Ele é acusado de feminicídio e ocultação de cadáver (saiba mais abaixo).

Segundo a Polícia Civil, o jovem confessou ter assassinado a namorada Giovanna Laura Santos Peters, de 20 anos. O corpo dela foi encontrado na sexta-feira (3), em uma área de mata, em Taguatinga.

O g1 não conseguiu localizar a defesa de Leandro de Araújo Marques. Conforme a investigação, ele contou aos policiais cortou o pescoço da vítima com uma faca e, depois disso, colocou o corpo no carro de um amigo e levou o cadáver para uma área de mata, onde o cobriu com entulhos.

Na audiência de custódia, no sábado (4), o juiz substituto do Núcleo de Audiência de Custódia do TJDFT (NAC) disse que "não vislumbrou nenhuma irregularidade no procedimento do flagrante e que estavam presentes os requisitos legais para a conversão em prisão preventiva". O juiz chamou a atenção para a gravidade do crime.

"O custodiado teria ceifado a vida de sua namorada com facadas, principalmente na região do pescoço, e em razão de uma discussão banal entre o casal", disse o juiz.

LEIA TAMBÉM

GUARÁ: Idosa é encontrada morta e com marcas de estrangulamento

SAMAMBAIA: Corpo de mulher é encontrado com marcas de facadas próximo a estação do metrô

O magistrado destacou também a periculosidade do preso que "de forma calculista teria limpado o sangue da vítima deixado no local do crime, conseguido por empréstimo um veículo e ocultado o corpo da sua namorada em um matagal. Nos dias seguintes, ele passou a levar uma vida normal, com condutas que denotam o seu desprezo por qualquer tipo de sentimento pela vida alheia, inclusive de alguém que lhe era muito próximo", disse o juiz na decisão.

O inquérito policial foi encaminhado para a Vara Criminal e do Tribunal do Júri de Ceilândia, onde o processo vai tramitar.

A morte de Giovanna

Inteligência artificial faz vítimas de feminicídio falarem novamente

Giovanna Laura Santos Peters desapareceu no domingo, 28 de novembro, depois de avisar a família que iria até a casa do namorado, em Ceilândia. Durante dias, os parentes procuraram pela jovem, com a ajudada polícia.

Para justificar o desaparecimento da namorada, Leandro disse à família dela que os dois haviam passado a noite de domingo para segunda-feira juntos e que, pela manhã, ela chamou um carro por aplicativo para voltar para casa, em Samambaia. No entanto, os policiais não encontraram nenhum registro do retorno da jovem para casa.

Na sexta-feira (3), Leandro levou os policiais até o local onde havia enterrado o corpo de Giovanna.

Leia outras notícias da região no g1 DF.

Fonte: G1/DF

Comunicar erro
Agro Noticia 728x90