Indicador de tendência de emprego da FGV cai para menor nível desde abril

Por Redação em 06/12/2021 às 08:33:01

Em novembro, IAEmp teve queda de 4,1 pontos, caindo pra 83,0 pontos, reforçando a leitura de que a recuperação do mercado de trabalho vem perdendo força. O Indicador Antecedente de Emprego do Brasil (IAEmp) caiu 4,1 pontos em novembro, para 83,0 pontos, menor patamar desde abril (78,9 pontos), segundo divulgou nesta segunda-feira (6) a Fundação Getulio Vargas (FGV).

Segundo a FGV, o resultado do IAEmp indica que a recuperação do mercado de trabalho vem perdendo força.

Indicador antecedente do emprego

Economia g1

"A desaceleração da economia parece contribuir para queda do indicador, que nesse mês foi disseminada em todas as partes que o compõe. A expectativa para os próximos meses parece não ser muito positiva, considerando que inclusive o setor de serviços, que vinha puxando a recuperação do emprego, começa a perder fôlego. Apesar do avanço da vacinação, o ambiente macroeconômico mais frágil tem deixado os empresários cautelosos, o que limita a retomada do emprego”, afirmou Rodolpho Tobler, economista do FGV IBRE.

Em médias móveis trimestrais, o IAEmp recuou 2,4 pontos, para 85,7 pontos.

O IAEmp é construído como uma combinação de séries extraídas das Sondagens da Indústria, de Serviços e do Consumidor, tendo capacidade de antecipar os rumos do mercado de trabalho no país. O indicador é positivamente relacionado com o nível de emprego no país, segundo a FGV.

Em novembro, todos os sete componentes do IAEmp registraram queda. Os destaques foram os indicadores de Emprego Previsto e de Situação Atual dos Negócios da Indústria, que recuaram 8,1 e 7,2 pontos, na margem, e o indicador de Situação Atual dos Negócios de Serviços, que caiu 7,6 pontos na margem.

No 3º trimestre, a taxa de desemprego caiu para 12,6%, atingindo 13,5 milhões de brasileiros, segundo dados do IBGE. O rendimento médio do trabalhador, porém, caiu 11,1% em 1 ano, para o valor mais baixo desde o final de 2012.

Taxa de desemprego recua no 3º trimeste, mas ainda atinge 13,5 milhões de brasileiros

Fonte: G1

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