'Nós não somos invisíveis, nós somos invisibilizadas', diz Cármen Lúcia em seminário

Por Redação em 18/10/2021 às 15:50:50

Ministra do STF discursou em semin√°rio do TSE sobre presen√ßa de mulheres na política. Afirmou também que, apesar de terem direitos iguais, mulheres s√£o 'permanentemente silenciadas'. Ministra C√°rmen Lúcia, do STF

Rosinei Coutinho/STF

A ministra C√°rmen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou nesta segunda-feira (18) que as mulheres ainda s√£o vítimas de preconceito no Brasil e acabam se afastando do espa√ßo político. Acrescentou que as mulheres n√£o s√£o invisíveis, mas, sim, "invisibilizadas".

C√°rmen Lúcia deu as declara√ß√Ķes ao discursar no semin√°rio "Mais mulheres na política - sem violência de gênero", promovido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A ministra presidiu o tribunal entre 2012 e 2013.

"Nós n√£o somos invisíveis, nós somos invisibilizadas pelos que n√£o nos querem ver", disse a ministra.

Em seguida, chamou esse tipo de atitude de "violência cívica".

Participação feminina nos poderes

Ainda no discurso desta segunda-feira, a ministra afirmou ser preciso garantir igualdade e defendeu a participa√ß√£o das mulheres nos poderes e nos órg√£os públicos.

"No Poder Judici√°rio, temos tribunais ainda compostos apenas de homens", criticou.

Na sequência, a ex-presidente do TSE afirmou que as mulheres, embora tenham direitos iguais, s√£o "permanentemente silenciadas".

"Somos também silenciadas, nós n√£o somos uma minoria silenciosa em direitos. Em direitos, nós somos iguais, na efetividade dos direitos é que somos permanentemente silenciadas historicamente. E o que o espa√ßo de poder d√° voz e vez às mulheres que n√£o podem sofrer uma violência cívica", declarou.

Comparação entre leis

Durante o discurso, C√°rmen Lúcia comparou as puni√ß√Ķes previstas nas leis que penalizam a violência psicológica contra a mulher e a violência contra animais.

"Este ano, no mês internacional da mulher, foi introduzida no Código Penal brasileiro a figura da violência emocional contra as mulheres. A pena mínima é de 2 meses a 2 anos. Ou seja, a mínima para maus tratos de c√£es e gatos é a m√°xima quando for mulher", disse.

"Legalmente, eu estou abaixo de cachorro", ressaltou, acrescentando ver isso como "desfaçatez".

Fonte: G1

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