Prévia da inflação de setembro em Brasília é a maior desde 2000

Por Redação em 26/09/2021 às 10:40:36

Taxa foi de 1,45%, acima da média nacional, de 1,14%. Mais uma vez, setor de transportes é o que mais causa impacto no bolso.

A prévia da inflação de setembro em Brasília ficou em 1,45%, maior índice para o mês desde o início da série história, em 2000. Os dados são do Índice de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgado nesta sexta-feira (24).

A taxa na capital foi maior que a média nacional, que ficou em 1,14%. No acumulado do ano, o IPCA-15 de Brasília registra 6,7%, e no acumulado de 12 meses, 9,07%.

Mais uma vez, o setor de transportes foi o principal fator de inflação, com alta de 3,98%. Segundo o IBGE, as passagens aéreas subiram 40,03%. Já a gasolina ficou 7,04% mais cara e o etanol, 7,56%.

Em 2021, o IPCA-15 da gasolina acumula alta de 46,54% e, em 12 meses, a subida é de 49,63%. Segundo o IBGE, os índices de Brasília são os maiores do país.

Entre os nove grupos de produtos pesquisados pelo IBGE, sete apresentaram alta na prévia de setembro. Atrás dos transportes, aparece o setor de habitação, com alta de 1,45%, puxada principalmente pelo preço da energia elétrica, que ficou 5,14% mais cara. Neste ano, a alta acumulada é de 19,67%.

O grupo de alimentação aparece em terceiro lugar, com aumento de 0,83%. Os destaques estão na alta de preços das frutas (5,71%), como banana-prata (17,37%), laranja-pera (8,60%), mamão (6,68%) e melancia (6,08%).

Os únicos grupos que tiveram variação negativa e ficaram mais baratos em setembro, segundo o IBGE, são comunicação e educação, que tiveram deflação de 0,02% e 0,11%, respectivamente. Confira os índices na tabela abaixo:

IPCA-15 de setembro, em Brasília

Segundo o IBGE, para o cálculo do IPCA-15, os preços foram coletados entre 14 de agosto e 14 de setembro de 2021 e comparados com aqueles vigentes de 14 de julho a 13 de agosto de 2021.

"O indicador refere-se às famílias com rendimento de 1 a 40 salários mínimos e abrange as regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador e Curitiba, além de Brasília e do município de Goiânia. A metodologia é a mesma do IPCA, diferindo apenas no período de coleta dos preços e na abrangência geográfica", diz o instituto.

Fonte: G1

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