Imagens do alívio: veja os momentos em que preso por engano no RJ reencontra familiares após deixar a prisão

Por Redação em 14/09/2021 às 03:34:55

Momentos do drama da família do motorista de aplicativos e montador de móveis Jeferson Pereira da Silva foram registrados em imagens. O drama de Jeferson Pereira da Silva, preso injustamente por seis dias no Rio de Janeiro por causa de uma foto 3x4 antiga, teve um alívio nesta segunda-feira (13) quando o motorista de aplicativo e montador de móveis foi solto da Central de Triagem em Benfica, na Zona Norte do Rio.

As dificuldades do rapaz - que faz questão de dizer que ainda vai precisar lutar para limpar seu nome - e de sua família ficaram registradas em algumas imagens marcantes.

O desespero de parentes

'A gente devia ter direitos', diz pai, à espera da libertação do filho preso por engano

Sexta-feira (10) - Parentes de Jeferson se desesperaram à espera da liberação em frente à prisão. “A gente devia ter direito. A gente já não tem grana, não tem boa casa, mora numa favela. Mas direito, acho que seria para todos”, disse o pai do motorista, Celso.

O alarme falso

Alarme falso: família de preso por engano se frusta após erro em alvará atrasar soltura

Domingo (12) - Advogados que representam Jeferson conseguiram um alvará de soltura no Plantão Judiciário em nome do rapaz. Ele recebeu o habeas corpus, mas um erro de digitação em um documento frustrou os parentes, que até já cantavam na expectativa pela libertação na porta do presídio.

A saída e o reencontro ao vivo com a irmã

Jefferson reencontra irmã após ser solto

Segunda-feira (13)- O Bom Dia Rio registrou ao vivo o abraço emocionado de Jeferson e sua irmã, a primeira a recebê-lo após a liberação.

O reencontro com o pai

'Posso dizer que é o dia mais feliz da minha vida', diz pai após a soltura de preso por engano no Rio

Outro momento de emoção foi o abraço no reencontro do pai. "Posso dizer que é o dia mais feliz da minha vida", disse Celso.

Pendência na Justiça

Solto após prisão por engano, por foto 3x4, diz que ainda precisa ter inocência provada na Justiça

Ao sair, Jeferson ressaltou que sua luta, agora, é para limpar o nome. "Eu ainda não sou inocente. Todo mês eu vou ter de voltar aqui, nesse inferno", pontuou.

Relembre o caso

'Foram os piores dias da minha vida', diz homem preso por reconhecimento fotográfico em foto 3x4 antiga

Jeferson foi reconhecido por uma foto 3x4 como autor de um roubo cometido no dia 4 de fevereiro de 2019. Na época ele tinha 27 anos e o retrato é de quando ele tinha 14 anos.

A vítima registrou a ocorrência 21 dias depois do crime, disse que teve uma arma apontada para si e que o celular, R$ 5 e a identidade foram levados.

Jeferson só soube que tinha o nome na polícia oito meses depois, durante uma abordagem de policiais militares do programa Méier Presente.

A prisão

O motorista foi preso na última quarta-feira e permaneceu encarcerado por 6 dias.

“Na quarta-feira (8), meu irmão foi chamado para receber um saldo do cálculo de uma rescisão de um contrato de trabalho que foi de 2015, e foi chamado para receber em um shopping em Del Castilho. Chegando lá não havia escritório da empresa. Tinha duas viaturas aguardando e deram voz de prisão”, diz Fernanda Pereira da Silva, irmã de Jeferson.

Ela conta ainda que foi ele foi orientado a ir até a delegacia onde o crime foi registrado. Jeferson foi até o lugar, sozinho, no próprio veículo e ligou para casa para contar o que estava acontecendo.

A informação consta no depoimento de Jeferson, que informa que ele compareceu espontaneamente, informou que vivia com os pais no bairro Engenho Novo, que era funcionário de uma empresa e que acreditava ter sido confundido pelo reconhecimento fotográfico, já que nunca praticou condutas ilícitas.

A irmã de Jeferson diz ainda que no dia do roubo, ele estava em casa com a família.

“Ele estava em casa. Era uma segunda-feira, estava comigo, a minha mãe e minhas duas filhas”, diz Fernanda.

“O que essa foto está fazendo lá? O Jeferson nunca teve passagem, nem quando era de menor. O que essa foto está fazendo lá? ”, questiona.

Na quinta-feira (9), Jeferson foi transferido da delegacia de Inhaúma, para a Central de Custódia, em Benfica, na Zona Norte do Rio.

“Recentemente a 1ª turma do STF e a 6ª do STJ se alinharam no sentido que prisão preventiva e sentença condenatória não pode ser embasada unicamente em reconhecimento fotográfico em sede policial”, diz o advogado de Jeferson, Carlos André Dutra, que conta ainda com o apoio da Defensoria Pública para tentar reverter o caso.

Foto de Jeferson, aos 14 anos, usada para fazer o reconhecimento do rapaz, hoje com 29 anos.

Reprodução/TV Globo

O que diz a Polícia Civil

A Secretaria de Estado de Polícia Civil informou que a foto do Jeferson já foi retirada do álbum de suspeitos da delegacia. E que o inquérito foi relatado pelo delegado à época e o reconhecimento fotográfico pela vítima ocorreu na gestão passada.

Quanto ao reconhecimento por foto, a Polícia Civil reforçou que a atual gestão recomendou que os delegados não usem apenas o reconhecimento fotográfico como única prova em inquéritos policiais para pedir a prisão de suspeitos.
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