Procuradoria abre inquérito para apurar suspeita de propina em negociação de vacinas contra Covid

Por Redação em 23/07/2021 às 16:31:06

Procedimento investiga se houve improbidade administrativa; alvo principal é o ex-diretor de logística do Ministério da Saúde Roberto Dias, que chegou a ser detido pela CPI da Covid. Ele nega irregularidades. O ex-diretor do Departamento de Logística, Roberto Ferreira Dias, fala durante sessão da CPI da Covid, no Senado Federal

GABRIELA BILó/ESTADÃO CONTEÚDO

A Procuradoria da República no Distrito Federal determinou a abertura de inquérito civil para apurar o suposto pedido de propina de US$ 1 por dose em negociação para compra de vacinas da farmacêutica AstraZeneca. Os procuradores vão analisar indícios de improbidade administrativa.

Segundo o órgão, serão analisados atos "praticados pelo enta?o diretor de Logistica do Ministerio da Saude, Roberto Ferreira Dias, e outros agentes publicos e privados, em raza?o de suposta solicitac?a?o de vantagem econo?mica indevida de US$ 1,00) por dose de vacina, em negociac?a?o para aquisic?a?o de vacinas contra a Covid-19, travada com Luiz Paulo Dominguetti Perreira, que seria o suposto representante da Davati".

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A procuradora Melina Flores analisou de forma preliminar os indícios e avaliou que há elementos para a abertura formal de uma investigação, sendo necessário aprofundar o caso com diligências.

Roberto Dias foi exonerado do cargo no Ministério da Saúde em 29 de junho, após Luiz Paulo Dominghetti ter concedido entrevista ao jornal "Folha de S.Paulo". Dominghetti, que se intitula representante da empresa Davati Medical Supply no Brasil, disse que o diretor pediu propina de US$ 1 por dose de vacina para a empresa assinar contrato com o ministério.

À CPI da Covid, Dominghetti disse que procurou a pasta para negociar 400 milhões de doses da vacina da AstraZeneca. Em depoimento à CPI, na última quarta-feira (7), Dias negou o pedido de propina.

O ex-diretor chegou a ser preso na comissão, por ordem do presidente do colegiado, senador Omar Aziz (PSD-AM), por falso testemunho. Dias passou algumas horas detido na Polícia Legislativa do Senado, mas depois foi liberado ao pagar fiança de R$ 1,1 mil.

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Fonte: G1

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