45% já esconderam de pessoas próximas que estavam desempregados, diz pesquisa

Por Redação em 14/05/2021 às 07:04:05

49% dos entrevistados disseram que estar sem trabalho é uma desvantagem na hora de buscar uma oportunidade, mostra levantamento do LinkedIn. Desemprego

Reprodução / TV Globo

Levantamento do LinkedIn mostra que 45% dos entrevistados já esconderam o fato de estarem sem trabalho de alguma pessoa próxima. Deste total, 55% dizem que mentiram por vergonha e 27% por acreditar que isso diminuiria as suas chances de conseguir um novo emprego.

Apesar deste cenário, 7 em cada 10 concordam que, como consequência dos desafios que a pandemia trouxe para o mercado de trabalho, há menos estigma negativo associado ao desemprego atualmente.

O estudo, realizado com 2 mil profissionais desempregados no Brasil entre outubro e novembro de 2020, mostra ainda que 49% se sentem em desvantagem em relação a outros candidatos na hora de aplicarem para uma vaga.

“Temos uma forte cultura no Brasil em que o desemprego é, muitas vezes, considerado como uma consequência do desempenho do profissional e não devido à falta de oportunidades do mercado. Por isso, muitos tendem a esconder este fato com receio de não conseguirem se recolocar. O levantamento nos surpreendeu e mostrou a necessidade de mudar este viés inconsciente tanto do ponto de vista do profissional, quanto das empresas. Em outros países, como França e Reino Unido, não ter um trabalho fixo é encarado com mais naturalidade”, afirma Ana Claudia Plihal, Executiva de Soluções de Talentos para o LinkedIn.

Quando perguntados sobre sua situação atual de busca de emprego, 36% dos entrevistados afirmam estarem estressados e preocupados por não encontrar algo novo, 30% estão confusos por não terem retorno das empresas e 17% dizem se sentirem derrotados por terem sido rejeitados nestes processos.

Além disso, quase metade (48%) do total já deixou de se candidatar em até 5 oportunidades de emprego que desejavam porque sentiram que não tinham as habilidades necessárias.

Durante este período de desemprego, 41% afirmaram terem feito cursos gratuitos para aumentarem seus conhecimentos, 38% disseram estar trabalhando informalmente e 29% passaram a um formato de freelancer ou emprego temporário como alternativa de renda.

Fonte: G1

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