Governo federal não aceitou propostas que previam 1,5 milhão de doses de vacina ainda em 2020, diz Pfizer

Por Redação em 13/05/2021 às 11:32:56

O gerente-geral da Pfizer para a América Latina, Carlos Murillo, afirmou nesta quinta-feira (13) à CPI da Covid que o governo brasileiro não respondeu, entre agosto e setembro do ano passado, ofertas de contratos apresentados pela empresa que previam 1,5 milhão de doses da vacina ainda em 2020.

"Nossa oferta de 26 de agosto, como era vinculante, e como estávamos nesse processo com todos os governos [de outros países] tinha validade de 15 dias. Passados esses 15 dias, o governo do Brasil não rejeitou, mas tampouco aceitou", afirmou Murillo.

Este é o sexto dia de depoimentos da comissão parlamentar de inquérito do Senado que apura ações e omissões do governo federal no enfrentamento da pandemia de Covid e eventual desvio de verbas federais enviadas a estados e municípios.

A Pfizer, ao lado da BioNTech, foi uma das primeiras empresas a apresentar vacinas contra o novo coronavírus ao mundo. A vacina do laboratório é a única com registro definitivo aprovado pela Anvisa.

Para parte dos integrantes da CPI, o governo Jair Bolsonaro foi "incompetente" e "pouco se empenhou" para comprar doses do imunizante desenvolvido pelo laboratório.

Nesta quinta-feira (12), em depoimento à CPI, Wajngarten contou que a Pfizer encaminhou ao governo brasileiro, em setembro de 2020, uma carta em que dizia estar disposta a "fazer todos os esforços" para garantir reserva de doses à população brasileira. Wajngarten disponibilizou o documento à CPI.

Na carta, a empresa também:

afirma que a equipe da empresa no Brasil se reuniu com integrantes dos ministérios da Economia e da Saúde e com a embaixada brasileira nos Estados Unidos;

diz que apresentou uma proposta para fornecer "potencial vacina" que poderia proteger "milhões de brasileiros";

afirma que até aquela data não havia obtido respostas do governo brasileiro.

Fonte: G1

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