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Governo recebe PIB de 2020 com alívio mas vê risco para economia em 2021 sem vacina

Por Redação em 03/03/2021 às 11:29:10

O resultado do Produto Interno Bruto (PIB) do ano passado foi recebido com alívio dentro do governo. O tombo, de 4,1%, foi bem menor do que as previsões iniciais.

Assessores presidenciais alertam, porém, que o cenário para 2021 preocupa e pode até ser pior que 2020. Sem vacinas, dizem, o "país vai para o buraco".

Na avaliação do Ministério da Economia, o desempenho do PIB do ano passado foi melhor do que o previsto graças às medidas adotadas pela equipe econômica durante 2020, como o pagamento do auxílio emergencial e o programa de preservação de empregos.

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Não fossem essas ações, o tombo teria sido maior. As previsões iniciais apontavam para um recuo entre 8% e 9%.

Só que o alívio ficou no ano passado. Interlocutores do presidente da República estão preocupados com o cenário deste início de 2021. Há um risco real de a economia registrar retração no primeiro trimestre deste ano, depois de uma recuperação no segundo semestre do ano passado.

Os principais motivos para a desaceleração da economia nos primeiros meses de 2021 são o agravamento da crise do coronavírus e o fim do pagamento do auxílio emergencial, que deve ser retomado a partir deste mês.

A desaceleração já está contratada, com vários Estados adotando medidas de restrição de atividades, mas ela pode virar um recuo.

A única solução segura é a vacinação em massa. Essa já era a avaliação de economistas e especialistas da saúde. Agora, a ficha caiu também no Palácio do Planalto. O presidente Bolsonaro tem orientado sua equipe a acelerar as providências para aumentar o número de doses de vacinas.

O problema, admitido por assessores do próprio presidente, é que o governo não priorizou, no ano passado, a compra de vacinas e se envolveu em guerras políticas em vez de se preparar para o pior.

"Infelizmente, o governo ficou imobilizado pelo negacionismo do presidente e, agora, a crise piorou e muito", disse ao blog um interlocutor presidencial.

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Fonte: G1

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