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Mulheres ganham direitos em igualdade de gênero, mas foram mais afetadas pela pandemia, diz Banco Mundial

Por Redação em 23/02/2021 às 18:43:22

Estudo mostra que 27 países implementaram novas legislações que beneficiaram as mulheres na luta pela igualdade de gênero econômica. Por outro lado, a Covid-19 afetou setores em que elas são maioria. As mulheres possuem, em média, 75% dos direitos legais concedidos aos homens em suas vidas profissionais, mostrou um levantamento do Banco Mundial divulgado nesta terça-feira (23). O estudo global avalia o quanto as leis interferem na carreira e na vida econômica delas.

O resultado da pontuação média no índice de igualdade legal entre os gêneros em 2020, de 76,1 pontos, é melhor que o de 2019, quando foram 75,5 pontos.

A pontuação, que vai de 0 a 100, é medida por indicadores como mobilidade, local de trabalho, remuneração, casamento, maternidade, empreendedorismo, bens e benefícios sociais. A pesquisa foi realizada entre setembro de 2019 e outubro de 2020, em 190 economias diferentes.

Crescimento de igualdade

O aumento da igualdade entre os gêneros pode ser visto em ao menos dois pontos da pesquisa. Nos resultados de 2020, 10 economias tiveram pontuações máximas (100 pontos), contra 8 do ano anterior. Foram eles: Bélgica, Canadá, Dinamarca, França, Islândia, Irlanda, Letônia, Luxemburgo, Portugal e Suécia.

Entre os campeões, Portugal e Irlanda tiveram novidades no período envolvendo legislações que favoreceram a igualdade.

As novidades entre leis são o segundo ponto de melhoria no último ano. Ao todo, foram 36 mudanças em 27 economias.

Entre elas estão licenças maternidade e paternidade, permissão para emissão de passaporte (na Jordânia), obrigatoriedade de salários iguais entre os gêneros e proibições de discriminações em diversos setores econômicos.

Brasil

O Brasil foi um dos que subiram de pontuação por mudanças em leis, que resultam e benefícios para a igualdade das mulheres. Na pesquisa mais recente, o Brasil obteve 85 pontos, contra 81,9 da feita em 2019.

De acordo com o estudo, isso se deve às reformas da previdência de 2019, que acabou com a aposentadoria por idade.

Mulheres e a Covid-19

Para o Banco Central, a pandemia do coronavírus teve maior impacto sobre as mulheres, que ocupam em maior proporção setores afetados pela crise mundial, como o sistema de saúde. Dados revelam ainda uma queda na proporção de mulheres empregadas em tempo integral com a chegada da pandemia.

Além disso, elas também foram forçadas a abandonar seus trabalhos, mesmo que fora de serviços essenciais e/ou de maior participação feminina, para cuidarem de seus filhos.

"Para trabalhadores da linha de frente que não podem trabalhar em casa - a maioria dos quais em todo o mundo são mulheres - fechamentos de escolas e creches foram particularmente desafiadores", diz o estudo.

"Mesmo quando ambos os pais tiveram a sorte de poderem de trabalhar em casa, os homens ainda não realizavam a mesma quantidade de cuidados infantis e trabalho não remunerado como as mulheres. Além disso, muitos empregadores discriminaram mães pela falta de onde deixar os filhos", completa.

Veja as dez economias com melhores e piores notas, segundo o Banco Mundial

Melhores notas:

Bélgica (100);

Canadá (100);

Dinamarca (100);

França (100);

Islândia (100);

Irlanda (100);

Letônia (100);

Luxemburgo (100);

Portugal (100);

Suécia (100).

Piores notas:

Guiné-Bissau (42,5);

Afeganistão (38,1);

Síria (36,9);

Omã (35,6);

Irã (31,3);

Catar (29,4);

Sudão (29,4);

Kuwait (28,8);

Iêmen (26,9);

Territórios Palestinos (26,3).

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Fonte: G1

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